Gravidez na adolescência: dimensões do problema

Uma intrincada rede de fatores confere à gravidez na adolescência um grau elevado de risco para a mãe e para a criança, especialmente as de classes populares. As consequências perversas de uma gravidez na adolescência se fazem sentir tanto na morbidade/mortalidade de mãe e bebê quanto nos impactos econômico, educacional-escolar e social. Agir educacionalmente é uma forma de enfrentar esse problema. No entanto, ações educacionais que enfatizam a abordagem apenas biológica do planejamento familiar não têm sido eficazes se considerarmos as estatísticas referentes à saúde reprodutiva das adolescentes. Para que a educação possa efetivamente contribuir para a redução desse tipo de gravidez, todas dimensões devem ser consideradas, com especial destaque para a dimensão sociocultural na qual encontramos fortes determinantes da gestação indesejada. Abordar educacionalmente essa dimensão significa abrir espaço dentro e fora das escolas para o debate sobre a identidade feminina num processo que abranja a totalidade do ser humano.

O artigo “Gravidez na adolescência: Dimensões do problema” publicado por Maria Waldenez de Oliveira, professora doutora adjunta e integrante do grupo de pesquisa Práticas Sociais e Processos Educativos do Departamento de Metodologia de Ensino, Universidade Federal de São Carlos é uma contribuição relevante ao entendimento dessa problemática.